Lancheira e almoço na escola do seu filho: você presta atenção?

5S Na Mídia: Confira a matéria que saiu no blog Saúde e Perspectiva da Jovem Pan, por Jaqueline Falcão.

Os desafios da alimentação saudável e equilibrada para os filhos vão além das refeições em casa. Você já prestou atenção no que o seu filho carrega na lancheira e o que ele come na escola na hora do almoço?

Nutricionistas e especialistas explicam que devem ser considerados a faixa etária da criança, seu grau de atividade diária e a quantidade diária  mínima de calorias necessárias para a faixa etária. “Além disso, priorizamos a variação de cores e sabores”, afirma Edivana Poltronieri,  criadora do Método 5S Estilo de Vida.

“A criança pode levar em suas lancheira sucos de fruta natural, vitaminas de frutas e iogurtes naturais. Para comer bolos funcionais, biscoitos e pães caseiros”, diz Edivana.

É crescente o número de pesquisas que revelam o impacto de dietas ricas em carboidratos na função cognitiva, em estágios iniciais de desenvolvimento, incluindo períodos pré-natal, juvenil e adolescente. Para o consumo de açúcar por crianças acima de dois anos, o novo limite, estipulado pela Associação Americana do Coração, é de 25 gramas diários do açúcar de adição, aquele incluído nas preparações caseiras e também o que faz parte dos alimentos industrializados, como bebidas artificiais, balas, biscoitos, pães e até barras de cereais.

No Brasil, de acordo com a Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), se calcular a quantidade de carboidratos consumidos apenas nos lanches intermediários das crianças, totalizaria cinco quilos de açúcar anualmente. “Em alguns casos, em pequenas refeições diárias, o consumo de carboidrato ultrapassa o indicado para o dia inteiro”, comenta a nutróloga Sarina Occhipinti.

Para ela, educar os filhos sobre o consumo consciente do açúcar deve começar desde cedo. “Devemos evitar o açúcar adicionado antes dos dois anos, porque, nessa etapa, o paladar está se desenvolvendo. Devemos restringir o doce ao que vem naturalmente de alimentos, como frutas e leite e estimularmos a percepção dos gostos, com variedade de verduras, legumes e frutas”, ressalta.

O açúcar ainda é uma fonte de glicose rapidamente absorvida e, se consumido em excesso, pode levar a uma série de outros problemas. “Caso a criança já tenha tendência ao sobrepeso, existe ainda o perigo de resistência à insulina, quando o corpo não consegue aproveitar direito o açúcar, iniciando um caso de diabetes tipo 2”, completa Sarina.

Crianças obesas costumam ter como causa a má alimentação (excesso de açúcar e frituras), sedentarismo e falta de participação ativa da família na prevenção e combate, completa Edivana.

Ariane Bomgosto, nutricionista infantil, aposta na nutrição comportamental, defende o prazer de comer, a alimentação intuitiva, consciente e o respeito às emoções. “Cada ser humano é diferente e único, assim como sua forma de lidar com os alimentos. Nesta abordagem, não contamos calorias, contamos histórias de vida: É preciso conhecer e escutar o indivíduo para entender quais os seus comportamentos e sentimentos em relação à comida. Conhecendo o íntimo de cada um, suas motivações, medos, inseguranças e traumas será possível identificar a fonte de transtornos e compulsões alimentares e promover a transformação pessoal”.

 

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